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http://hdl.handle.net/123456789/227
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| Título: | Noções da alteridade, do “outro” |
| Autores: | Semedo, Carla |
| Palavras Chave: | Alteridade Outro |
| Data de Emissão: | May-2006 |
| Editora: | Universidade Jean Piaget de Cabo Verde |
| Citação: | Contacto |
| Relatório da Série N.º: | 020;4 |
| Resumo: | Na perspectiva de Dussel (1997 apud Guareschi, 2002), desenvolvida por
Pedrinho Guareschi (2002), a alteridade é analisada segundo uma dimensão
relacional pois, a existência do Um implica a do “Outro” dentro do contexto da
relação social entre seres humanos. Por outro lado, o “outro” é construído sob
duas formas: na primeira “outro” como “di-ferente”, na segunda como dis-tinto”
(Dussel, 1997a apud Guareschi, 2002). Em que o “outro” como “di-ferente”
provém do latim, sendo que, “dis (…) significa divisão ou negação; ferre
significando levar com violência, arrastar. Nesse sentido, o diferente é o arrastado
desde a identidade original e coloca-se como o oposto” (Dussel, 1997a apud
Guareschi, 2002:157). Por outro lado, “outro” visto como “dis-tinto”, de dis e
tinguere em latim, porém nessa concepção, ainda que ele seja um “outro”, não é
“arrastado para fora”, pelo contrário, possui a sua identidade e estabelece com o
“‘mesmo’ relações de diálogo, construtivas, de conversão” (Dussel, 1997a apud
Guareschi, 2002:157). |
| Descrição: | Pode-se ver que, se na primeira dimensão do “outro”, este é visto como um ser
dissociado do Um, cuja acção não influencia em nada a do Um, sendo somente
um ser cuja identidade é um resultado da acção do Um; na segunda dimensão,
ele é visto como um “outro” que além de participar na construção da identidade
do Um, eles constrõem as suas identidades na interacção social que
estabelecem entre si, sendo ambos essenciais à própria dinâmica da interacção.
Ou como afirma Guareschi (2002: 161-162) “Damos conta de que o outro é
alguém essencial em nossa existência, no nosso próprio agir. Ele se torna
necessário, alguém imprescindível para a própria compreensão de mim mesmo”.
Joffe (2002:109), por outro lado, introduz o conceito de “outro” segundo a
abordagem feminista e cultural, na qual, o conceito é remetido “somente àqueles
que estão excluídos, e implicitamente subordinados ao grupo de pessoas que
supostamente se consideram possuidoras e donas das ideias dominantes”.
Nessa visão, o “outro” é tido como um ser que, simultaneamente, é um
depreciado, repudiado e um ser que por suscitar desejo, é desejado. |
| URI: | http://hdl.handle.net/123456789/227 |
| ISSN: | 01/2006 Cabo Verde |
| Aparece nas Coleções: | Artigos em revistas
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